Rolls-Royce CEO John Rishton

Rolls-Royce cooperando com a investigação brasileira em suborno Petrobras

A empresa, que fornece turbinas a gás para plataformas de petróleo, encontra-se sob investigação criminal no Reino Unido sobre alegações de corrupção também na Ásia.

Um dos maiores nomes corporativos da Grã-Bretanha foi arrastado para um escândalo de corrupção de vários bilhões de dólares após a Rolls-Royce admitir que estava cooperando com as autoridades brasileiras que investigam suborno no negócio de petróleo estatal do país.

O grupo de engenharia, que alegou no início deste ano que não tinha sido abordado pelas autoridades brasileiras, admite agora estar cooperando com os investigadores depois de ser questionado sobre sua relação com um homem de negócios para várias investigações ligadas ao escândalo.

Um porta-voz da Rolls-Royce, disse: “Estamos cooperando com as autoridades investigadoras no Brasil, mas não podemos comentar mais sobre uma investigação em andamento.”

A companhia foi inicialmente ligada ao escândalo no Brasil em fevereiro, quando as alegações surgiram durante o depoimento de um ex-executivo da Petrobras (Pedro Barusco) que virou testemunha de acusação declarando que tinha subornado políticos e funcionários da empresa estatal, recebendo pelo menos 200’000$.

Rolls-Royce agora enfrenta questionamentos sobre a sua relação com um influente empresário brasileiro que supostamente pagou subornos para executivos do petróleo e funcionários do governo em nome dos contratantes da Petrobras, como a empresa de engenharia holandesa SBM Offshore.

Documentos vistos pelo Guardian mostram que em abril de 2012, o empresário afirmou que sua empresa representa a Rolls-Royce no Brasil. Meses mais tarde, a empresa ganhou um contrato de £ 100’000’000 para fornecer turbinas de energia para plataformas de petróleo da Petrobras.

As investigações sobre Julio Faerman intensificaram neste mês quando um juiz brasileiro aprovou a delação premiada exigindo-lhe a cooperar com os promotores em troca de clemência.

O porta-voz da Rolls-Royce se recusou a responder às perguntas da Guardian sobre o relacionamento da empresa com Faerman, mas disse em um comunicado: “Nós deixamos repetidamente claro que a Rolls-Royce não vai tolerar a má conduta de negócios de qualquer tipo.”

Os promotores na Holanda descobriram no ano passado que Faerman tinha feito pagamentos através de empresas offshore para funcionários do governo no Brasil. Faerman alegou ter amplos contatos em toda a Petrobras, a partir de executivos seniores para engenheiros e acesso a informações confidenciais sobre a empresa.

Um inquérito parlamentar influente em Brasília também está investigando Faerman como parte de seu próprio inquérito sobre o escândalo.

O gabinete do procurador-geral suíço também está investigando o homem de negócios sobre a alegada utilização de contas bancárias na Suíça, de acordo com o jornal O Estado de São Paulo. As autoridades suíças confirmaram em março que haviam congelado mais de US$ 400 milhões (£ 260 milhões) de ativos em contas bancárias suíças ligadas ao escândalo e alegadamente utilizadas para efetuar a subornos.

Fonte: “The Guardian”

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