Quem é o novo min do planejamento Nelson Barbosa

Quem é o novo min do planejamento Nelson BarbosaMinistério do Planejamento, Orçamento e Gestão – Nelson Barbosa


Nelson Barbosa é professor titular da Escola de Economia de São Paulo da FGV, professor Adjunto do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV) e membro dos conselhos de administração da Cetip e do Banco Regional de Brasília (BRB).

Graduado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, possui pós-doutorado na mesma disciplina pelaNew School for Social Research em Nova Iorque.

Barbosa, de 45 anos, entrou no governo em 2003, no Ministério do Planejamento, e foi para o BNDES em 2005, permanecendo no governo até 2013, quando deixou a Secretaria-Executiva doMinistério da Fazenda após rusgas com a equipe atual, liderada pelo ministro Guido Mantega e o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Houve desentendimentos sobre os rumos da política econômica. Pelo histórico de convivência, ele é considerado mais sujeito a pressões de Dilma do que um nome vindo do mercado financeiro, que supostamente teria mais liberdade para atuar.

No Ministério da Fazenda, Barbosa ocupou as secretarias de Acompanhamento Econômico (2007 e 08) e de Política Econômica (2008 e 10), antes de ser levado por Mantega ao posto de secretário-executivo, sucedendo Nelson Machado, em 2011. Antes disso, também ocupou cargos no Ministério do Planejamento e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Barbosa também citou, em seminários nos últimos meses, que os subsídios ao BNDES – tema recorrente na campanha presidencial deste ano e defendidos pela presidente Dilma Rousseff – representam anualmente cerca de R$ 30 bilhões em gastos, mais de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Para ele, os subsídios são necessários, mas devem ser rediscutidos.

também citou, em entrevistas, que a melhor forma de se reduzir incertezas sobre os rumos da inflação é promover reajustes de forma mais rápida em preços balizadores da economia, como, por exemplo, a gasolina e a energia elétrica.

Barbosa também defende que é preciso retomar o debate sobre a previdência social, mais especificamente sobre o fator previdenciário – que retira renda dos trabalhadores que se aposentam mais cedo – e também sobre a idade mínima.

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) é um órgão integrante do poder Executivo Federal, que atua na formulação do planejamento estratégico nacional, avaliação dos impactos socioeconômicos das políticas e programas do governo federal e na elaboração de estudos especiais para a reformulação de políticas, realização de estudos e pesquisas para acompanhamento da conjuntura socioeconômica e gestão dos sistemas cartográficos e estatísticos nacionais, elaboração, acompanhamento e avaliação das leis de iniciativa do Poder Executivo federal previstas no art. 165 da Constituição,  viabilização de novas fontes de recursos para os planos de governo, coordenação da gestão de parcerias público-privadas (PPP’s), coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, formulação de diretrizes, coordenação das negociações, acompanhamento e avaliação dos financiamentos externos de projetos públicos com organismos multilaterais e agências governamentais, coordenação e gestão dos sistemas de planejamento e orçamento federal, de pessoal civil, de administração de recursos da informação e informática e de serviços gerais, bem como das ações de organização e modernização administrativa do governo federal, formulação de diretrizes, coordenação e definição de critérios de governança corporativa das empresas estatais federais, administração patrimonial e política e diretrizes para modernização da administração pública federal.

Muito estranho quando se encontra um ministro sem problemas com escandalos e envolvimentos com corrupção  a Dilma entra em atritos, porque será? Ser honesto e correto não funciona para trabalhar com a presidenta. Nem uma semana de governo e…

A velha Dilma de sempre – autoritária e tratando mal os subordinados.

Ninguém em Brasília, por mais próximo que fosse de Dilma, acertaria um bolão que perguntasse assim: “No segundo governo, quanto tempo a presidenta levará para desautorizar publicamente um dos seus auxiliares?”

O mais esperto dos apostadores talvez cravasse “uma semana”. E logo seria apontado como desafeto de Dilma.

Resposta certa: menos de um dia. A vítima: Nelson Barbosa, ministro do Planejamento.

No meio da tarde da última sexta-feira, uma vez empossado, Barbosa se viu no centro de uma roda de jornalistas carentes de informações sobre o ajuste fiscal que vem por aí.

Quem circula com passe livre pelo Palácio do Planalto informa que o ajuste será mais duro do que o imaginado aqui fora. Crivado de perguntas, o ministro resolveu saciar a curiosidade dos jornalistas.

E disse que o governo irá propor ao Congresso uma nova regra para o reajuste do salário mínimo a partir de 2016. A regra atual, criada em 2008, cairá em desuso até dezembro.

Barbosa teve o cuidado de garantir que “continuará a haver aumento real do salário mínimo”, cláusula pétrea da Era PT. Segundo ele, “a política do reajuste do salário mínimo é correta, mas precisa ser reavaliada”.

Dilma não gostou quando soube da entrevista. E no sábado de manhã, na Base Naval de Aratu, na Bahia, onde descansa, subiu nas tamancas ao ler o que os jornais publicaram a respeito.

Um telefonema de Aloizio Mercadante, chefe da Casa Civil da presidência da República, deu conta a Dilma da reação negativa das centrais sindicais à entrevista de Barbosa.

Se não fosse a pessoa autoritária que é, acostumada a infundir medo e a humilhar subordinados, de uma simples secretária ao general que um dia saiu chorando do Palácio do Planalto depois de tratado aos gritos, Dilma poderia ter telefonado para Barbosa e tirado tudo por menos.

Afinal, o ministro nada disse que não tivesse sido antes negociado com ela. E aprovado por ela.

Uma Dilma tolerante, disposta a criar um ambiente favorável ao trabalho em equipe, a ouvir antes de falar, e a compartilhar o poder, na verdade seria outra Dilma e não essa que temos.

Fonte do ” A velha Dima de Sempre –  Veja  – link

 

 

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