Guaribas Pi – simbolo de “Projeto fome zero”

A MGuaribas PIarcha Contra a Corrupção, em sua 12ª edição, percorreu a região do município de Guaribas, distante 653 Km de Teresina, e agora leva as denúncias das irregularidades encontradas aos órgãos de controle. Um dos resultados da marcha é a implantação do “Corrupção 0, Eficiência 10”.

Segundo o coordenador da Força Tarefa Popular, Arimateia Dantas, organizador da marcha, o Tribunal de Contas do Estado, o Tribunal de Contas da União e a Controladoria Geral do Estado receberam hoje (05) o documento. Nesta sexta o coordenador irá até o Ministério Público Estadual, Controladoria Geral da União e ao governador Wilson Martins para levar as denúncias.

Em entrevista ao Jornal do Piauí, Arimateia Dantas explicou que em Guaribas, cidade que foi modelo do programa Fome Zero do governo federal, diversos aparelhos públicos que deveriam estar servido à população, na verdade, estão fechados.

É o caso do Memorial Fome Zero. A entidade deveria oferecer cursos e oficinas. O prédio está fechado. No seu interior, máquinas de costura e outros equipamentos se amontoam sem qualquer uso.

Ainda de acordo com Arimateia, o Hotel Guaribas nunca foi inaugurado e “está servindo para hospedar ratos e morcegos”. A situação de obra parada também se repete no prédio da Universidade Aberta.

Além disso, unidades do programa Minha Casa, Minha Vida estão com as obras paradas e outras foram invadidas. Algumas ruas da cidade receberam apenas o meio fio, sem que o calçamento fosse implantado. “Que tipo de construtora faz o meio fio e não coloca o calçamento?”, questiona.
Na comunidade Cajueiro, distante 28Km de Guaribas, a seca castiga e os moradores se arriscam descendo poços para pegar água.
Os integrantes da marcha reuniram moradores numa aula de conscientização e cidadania, ensinando como acompanhar as prestações de contas dos órgãos públicos e dos políticos.
O projeto pretende fazer uma fiscalização continuada, com a união dos órgãos de controle. “Queremos juntar todos os órgãos de controle para construir uma mega operação de fiscalização continuada no município. Temos conseguido várias vitórias. Em outros municípios, depois que a gente deixa os documentos, os próprios gestores tomam iniciativa de resolver o problema rapidamente. A gente não faz papel de oposição nem de situação. Levamos fatos para resolver os problemas. Alguns prefeitos foram para as aulas de cidadania prestar contas e outros mandaram representantes. Autoridades foram para a praça justificar os problemas. É uma democracia ateniense”, explicou.
Leilane Nunes
leilanenunes@cidadeverde.com
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