Desanimado mas …Boas festas !

Desanimado mas ...Boas festas !Batom democratico também está desanimado com todos os acontecimentos negativos da nossa Nação e faz suas as palavras do autor. Resta sempre a esperança que a população acorde e diga basta.

Luiz Eduardo Soares

Amig@s do feicibuque, me desculpo pela inatividade, a falta de notícias, o desânimo e até a indelicadeza maior: não desejei a tod@s boas festas e feliz 2015. Pior: sequer agradeci ao pessoal supergentil que me enviou mensagens com saudações natalinas. Faço isso agora, aqui: muito obrigado a todo mundo. De coração. E boas festas a tod@s. Ainda é tempo. Confesso que me abateu a imundície da eleição, seguida, por um lado, pelas bravatas melancólicas da ultra-direita golpista, acintosamente saudosa da ditadura, e, por outro lado, pelas ruinosas decisões governistas, que culminaram com as inacreditáveis nomeações de Katia Abreu e Aldo Rebelo, os dois cavaleiros do apocalipse ambiental, cúmplices da manobra contra o código florestal. Aldo, que não crê na ciência do clima, que rejeita a evidência de que a ação humana está pondo em risco a vida humana no planeta (e de tantas espécies), vai para, ironia das ironias, “Ciência, Tecnologia e Inovação”. Katia, sua parceira no sonho de ladrilhar a Amazônia e asfaltar o Xingu, explorando os trabalhadores rurais até a medula, vai para Agricultura. Eis aí o casamento entre Stalin e o mais predador dos capitalismos. Quem diria que o PT promoveria a síntese entre Enver Hodja e a motosserra. Seria esta a tal dialética de que falavam? Incrível, para mim, chocante mesmo, é o despudor com que a presidente esbofeteia quem acreditou no que ela disse sobre banqueiros na Fazenda, que aumentariam os juros e tirariam os pratos de comida da mesa dos pobres. Não foi o meu caso. Mas já encontrei alguns que compraram aquele discurso demagógico mentiroso, ridículo, e que sorriem um sorriso amarelo, engolem o embuste, mudam de assunto e fingem que não é com eles. Mas há também aqueles que tentam um patético dó de peito patriótico do tipo, “A luta continua, camarada”, e depois, como quem não quer nada, emendam: “e aí, vai viajar no réveillon?” Me dá vontade de dizer algumas coisas, mas eu engulo e respondo mais ou menos assim: não, vou ficar por aqui mesmo. Aliás, o povo brasileiro também vai ficar por aqui mesmo, testemunhando o espetáculo do escárnio. Que 2015, ano de crise, seja o ano em que cada um e cada uma assuma suas responsabilidades.

Luiz Eduardo Soares

cientista político, antropólogo e escritor

Fonte – facebook 

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